O tratamento do câncer de mama tende a ser o mais individualizado possível. O objetivo é atingir melhores resultados de cura ou controlar o avanço da doença. Para definir a terapia adequada, portanto, é essencial a equipe médica saber qual é o subtipo de câncer de mama em cada caso.


O câncer de mama pode ter uma classificação histológica, baseada nas células que deram origem ao tumor. Os tipos mais comuns são: carcinoma ductal invasivo do tipo não especial, que representa cerca de 80% dos casos (quando se origina nos ductos, rompe a parede deles e cresce pelo tecido de sustentação da mama), seguido pelo carcinoma lobular invasivo, responsável por cerca de 15% dos casos (quando surge nos lóbulos, rompe a parede deles e se estende para o tecido de sustentação da mama). 


Outra classificação, a molecular, leva em conta os receptores/proteínas nas células do tumor. Nessa categoria encontram-se: receptor hormonal positivo (o tumor pode ter receptor para estrogênio e/ou  para progesterona em sua célula), HER2 positivo (quando existe a superexpressão de uma proteína chamada "Human Epidermal Growth Factor Receptor-type 2", ou seja, "fator de crescimento epidérmico tipo 2" que provoca maior multiplicação celular) ou triplo negativo (quando não tem receptor hormonal nem HER2). É muito importante saber as características principais de cada uma para direcionar melhor o tratamento:


CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA

Baseia-se na célula que deu origem ao tumor 


Carcinoma ductal invasivo

do tipo não especial

Afeta os ductos da mama (canais que levam o leite), ultrapassando as paredes dos mesmos. Quando detectado no início encontra-se na mama, sem acometer outros tecidos. Em algumas formas mais avançadas pode atingir linfonodos axilares e órgãos como ossos, pulmão e fígado, entre outros. Pode, em alguns casos, apresentar mais de um foco dentro da mesma mama. 


Carcinoma lobular invasivo

Nasce nos lóbulos mamários e, da mesma forma que o ductal, ultrapassa a barreira dos lóbulos e cresce na mama. Eventualmente, pode se disseminar para linfonodos e atingir outros tecidos e órgãos. Na maioria das vezes, são tumores que expressam receptores hormonais. Podem ser bilaterais e mais difíceis de detectar nos exames de imagem. 

CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR

Avalia a proteína presente na célula tumoral


Receptor hormonal positivo

São os tumores mais prevalentes, representando cerca de 70% dos casos. Eles se dividem em luminal A e B, respectivamente com menor e maior taxa de divisão celular. Além da cirurgia, quimioterapia e radioterapia, podem ser tratados com hormonioterapia, medicamentos que bloqueiam a ação hormonal de estímulo à divisão celular na mama. Nesse caso, o medicamento pode "bloquear" o receptor de estrogênio ou inibir a enzima que transforma os hormônios em estrogênio nos tecidos periféricos, como o adiposo.


Tumores HER2 positivos

Correspondem a 10 a 15% dos casos, apresentam alta taxa de divisão celular e acometem mulheres mais jovens. Além dos tratamentos já citados, como quimioterapia, cirurgia e radioterapia, esse tipo de câncer de mama pode ser combatido com terapia alvo. Trata-se de medicações anti HER2 com altas taxas de sucesso.


Triplo negativo

Corresponde a cerca de 15% a 20% dos casos de câncer de mama e também acomete mulheres mais jovens. Tem uma taxa de replicação maior do que os tumores luminais. Costuma responder bem à quimioterapia, já que a mesma ataca principalmente as células que têm altas taxas de replicação. Nesse caso não é indicado o uso de hormonioterapia. Alguns estudos, entretanto, demonstram que uma boa alternativa é o uso do pembrolizumabe (tratamento imune). Em maio de 2022, inclusive, a ANVISA aprovou sua utilização pra o tratamento de câncer de mama triplo negativo. 


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O tratamento do câncer de mama tende a ser o mais individualizado possível. O objetivo é atingir melhores resultados de cura ou controlar o avanço da doença. Para definir a terapia adequada, portanto, é essencial a equipe médica saber qual é o subtipo de câncer de mama em cada caso.


O câncer de mama pode ter uma classificação histológica, baseada nas células que deram origem ao tumor. Os tipos mais comuns são: carcinoma ductal invasivo do tipo não especial, que representa cerca de 80% dos casos (quando se origina nos ductos, rompe a parede deles e cresce pelo tecido de sustentação da mama), seguido pelo carcinoma lobular invasivo, responsável por cerca de 15% dos casos (quando surge nos lóbulos, rompe a parede deles e se estende para o tecido de sustentação da mama). 


Outra classificação, a molecular, leva em conta os receptores/proteínas nas células do tumor. Nessa categoria encontram-se: receptor hormonal positivo (o tumor pode ter receptor para estrogênio e/ou  para progesterona em sua célula), HER2 positivo (quando existe a superexpressão de uma proteína chamada "Human Epidermal Growth Factor Receptor-type 2", ou seja, "fator de crescimento epidérmico tipo 2" que provoca maior multiplicação celular) ou triplo negativo (quando não tem receptor hormonal nem HER2). É muito importante saber as características principais de cada uma para direcionar melhor o tratamento:



CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA

Baseia-se na célula que deu origem ao tumor 


Carcinoma ductal invasivo do tipo não especial

Afeta os ductos da mama (canais que levam o leite), ultrapassando as paredes dos mesmos. Quando detectado no início encontra-se na mama, sem acometer outros tecidos. Em algumas formas mais avançadas pode atingir linfonodos axilares e órgãos como ossos, pulmão e fígado, entre outros. Pode, em alguns casos, apresentar mais de um foco dentro da mesma mama. 



Carcinoma lobular invasivo

Nasce nos lóbulos mamários e, da mesma forma que o ductal, ultrapassa a barreira dos lóbulos e cresce na mama. Eventualmente, pode se disseminar para linfonodos e atingir outros tecidos e órgãos. Na maioria das vezes, são tumores que expressam receptores hormonais. Podem ser bilaterais e mais difíceis de detectar nos exames de imagem. 

CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR

Avalia a proteína presente na célula tumoral


Receptor hormonal positivo

São os tumores mais prevalentes, representando cerca de 70% dos casos. Eles se dividem em luminal A e B, respectivamente com menor e maior taxa de divisão celular. Além da cirurgia, quimioterapia e radioterapia, podem ser tratados com hormonioterapia, medicamentos que bloqueiam a ação hormonal de estímulo à divisão celular na mama. Nesse caso, o medicamento pode "bloquear" o receptor de estrogênio ou inibir a enzima que transforma os hormônios em estrogênio nos tecidos periféricos, como o adiposo.


Tumores HER2 positivos

Correspondem a 10 a 15% dos casos, apresentam alta taxa de divisão celular e acometem mulheres mais jovens. Além dos tratamentos já citados, como quimioterapia, cirurgia e radioterapia, esse tipo de câncer de mama pode ser combatido com terapia alvo. Trata-se de medicações anti HER2 com altas taxas de sucesso.


Triplo negativo

Corresponde a cerca de 15% a 20% dos casos de câncer de mama e também acomete mulheres mais jovens. Tem uma taxa de replicação maior do que os tumores luminais. Costuma responder bem à quimioterapia, já que a mesma ataca principalmente as células que têm altas taxas de replicação. Nesse caso não é indicado o uso de hormonioterapia. Alguns estudos, entretanto, demonstram que uma boa alternativa é o uso do pembrolizumabe (tratamento imune). Em maio de 2022, inclusive, a ANVISA aprovou sua utilização pra o tratamento de câncer de mama triplo negativo. 


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