Sobrepeso está relacionado com câncer de mama e infarto.


O sobrepeso e a obesidade são problemas de saúde pública que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo um expressivo número de mulheres brasileiras. Estes fatores de risco têm sido associados a várias doenças crônicas. Estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, destacam que o sobrepeso e a obesidade aumentam significativamente o risco de desenvolvimento do câncer de mama. Essa relação se deve, em parte, ao aumento da produção de estrogênio, que pode ocorrer em mulheres com excesso de tecido adiposo. O estrogênio é um hormônio que, em níveis elevados, pode estimular o crescimento de células mamárias cancerígenas.


Uma pesquisa publicada na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention” confirma que mulheres com sobrepeso enfrentam um risco 20% maior de desenvolver câncer de mama em comparação àquelas com peso saudável.


Além disso, a obesidade se torna um fator de risco importante, especialmente em mulheres pós-menopausa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade está diretamente relacionada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer, incluindo o câncer de mama. As estatísticas demonstram que cerca de 14% dos casos de câncer de mama são atribuídos à obesidade, reforçando a necessidade de manter um peso saudável.



De olho no coração

As doenças cardiovasculares representam outra ameaça significativa à saúde das mulheres com sobrepeso. Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que mulheres com sobrepeso apresentam uma maior incidência de hipertensão arterial e diabetes tipo 2, fatores que contribuem para o aumento do risco cardiovascular. Além disso, a pesquisa revela que o risco de infarto do miocárdio e AVC (acidente vascular cerebral) aumenta em 30% entre mulheres com índice de massa corporal (IMC) elevado.


O estilo de vida sedentário, associado à má alimentação, aumenta essa vulnerabilidade. Mulheres que não praticam atividades físicas regularmente apresentam risco ainda maior, já que o exercício físico desempenha papel vital na manutenção da saúde cardiovascular e no controle do peso.


A alimentação inadequada, rica em gorduras saturadas, também contribui para o sobrepeso e suas consequências. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que a ingestão excessiva de alimentos ultraprocessados está correlacionada ao aumento do sobrepeso entre mulheres jovens. Essa relação acentua a importância de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, como forma de prevenir o sobrepeso e suas doenças associadas.


No papel de ginecologista e mastologista, incentivo as mulheres, a partir dos 40 anos, a realizarem anualmente a mamografia e avaliações cardiovasculares, que ajudam na detecção precoce de doenças. Mas, é essencial que a prevenção e o tratamento do sobrepeso considerem a individualidade de cada mulher. Consultas personalizadas com profissionais de saúde trazem orientações adequadas, levam em conta as particularidades do organismo feminino e contribuem para uma vida mais saudável.


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O sobrepeso e a obesidade são problemas de saúde pública que afetam milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo um expressivo número de mulheres brasileiras. Estes fatores de risco têm sido associados a várias doenças crônicas. Estudos realizados pela Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, destacam que o sobrepeso e a obesidade aumentam significativamente o risco de desenvolvimento do câncer de mama. Essa relação se deve, em parte, ao aumento da produção de estrogênio, que pode ocorrer em mulheres com excesso de tecido adiposo. O estrogênio é um hormônio que, em níveis elevados, pode estimular o crescimento de células mamárias cancerígenas.


Uma pesquisa publicada na revista “Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention” confirma que mulheres com sobrepeso enfrentam um risco 20% maior de desenvolver câncer de mama em comparação àquelas com peso saudável.


Além disso, a obesidade se torna um fator de risco importante, especialmente em mulheres pós-menopausa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade está diretamente relacionada a pelo menos 13 tipos diferentes de câncer, incluindo o câncer de mama. As estatísticas demonstram que cerca de 14% dos casos de câncer de mama são atribuídos à obesidade, reforçando a necessidade de manter um peso saudável.


De olho no coração

As doenças cardiovasculares representam outra ameaça significativa à saúde das mulheres com sobrepeso. Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) aponta que mulheres com sobrepeso apresentam uma maior incidência de hipertensão arterial e diabetes tipo 2, fatores que contribuem para o aumento do risco cardiovascular. Além disso, a pesquisa revela que o risco de infarto do miocárdio e AVC (acidente vascular cerebral) aumenta em 30% entre mulheres com índice de massa corporal (IMC) elevado.


O estilo de vida sedentário, associado à má alimentação, aumenta essa vulnerabilidade. Mulheres que não praticam atividades físicas regularmente apresentam risco ainda maior, já que o exercício físico desempenha papel vital na manutenção da saúde cardiovascular e no controle do peso.


A alimentação inadequada, rica em gorduras saturadas, também contribui para o sobrepeso e suas consequências. Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que a ingestão excessiva de alimentos ultraprocessados está correlacionada ao aumento do sobrepeso entre mulheres jovens. Essa relação acentua a importância de uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, como forma de prevenir o sobrepeso e suas doenças associadas.


No papel de ginecologista e mastologista, incentivo as mulheres, a partir dos 40 anos, a realizarem anualmente a mamografia e avaliações cardiovasculares, que ajudam na detecção precoce de doenças. Mas, é essencial que a prevenção e o tratamento do sobrepeso considerem a individualidade de cada mulher. Consultas personalizadas com profissionais de saúde trazem orientações adequadas, levam em conta as particularidades do organismo feminino e contribuem para uma vida mais saudável.


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