Diagnóstico precoce X 

Câncer de colo do útero

O câncer do colo do útero, também conhecido como cervical, é provocado pela infecção persistente de determinados tipos de HPV (Papiloma Vírus). Atualmente, no Brasil, sem contar o câncer de pele não melanoma, ele é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres. Fica atrás apenas do câncer de mama e do colorretal. Para 2023, foram estimados 17.010 casos novos de colo de câncer de colo do útero, o que representa um risco de 13,25 casos a cada 100 mil mulheres.


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a infecção genital provocada pelo Papiloma Vírus é bastante comum mas, na maioria dos casos, não causa o câncer de colo do útero. Algumas mulheres, entretanto, sofrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer de colo do útero.


Há mais de 100 subtipos de HPV. Cada um tem seu número de identificação. Os HPV são divididos em dois grupos de acordo com o potencial oncogênico. Os tipos 6, 11, 40, 42, 43, 54, 61, 70, 72, 81 e CP6 108 desenvolvem as verrugas vulvares e as células atípicas, mas são de baixo risco. Já os tipos 16,18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68 e 73 são de alto risco. Contrair os subtipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo uterino, aumenta o risco em desenvolver a doença. 


A boa notícia é que as alterações celulares causadas pela infecção pelo HPV podem ser detectadas no Papanicolau. A realização anual do exame preventivo é muito importante para, se for o caso, ter acesso ao diagnóstico precoce. A descoberta da doença no estágio inicial aumenta as chances de sucesso do tratamento e diminui os riscos de mortalidade. Veja a seguir mais detalhes sobre o câncer de colo do útero.



Como prevenir o câncer de colo do útero

• Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero uma vez por ano. Esse exame, mais conhecido como Papanicolau, revela as alterações das células do colo do útero.


• Caso o Papanicolau detecte alguma alteração celular, recomenda-se realizar a colposcopia, que consegue avaliar a extensão do problema no colo do útero.

 

• É importante usar camisinha durante as relações sexuais para evitar a contaminação pelo HPV, a principal causa do câncer do colo do útero, e por outras ISTs.


• As meninas entre 9 e 14 anos e os garotos entre 11 e 14 anos devem tomar a vacina contra o HPV. A campanha do SUS é focada na vacina quadrivalente contra os subtipos 6, 11, 16 e 18. 


• Por fim, as mulheres entre 9 e 45 anos e os homens entre 9 e 26 anos, considerando a possibilidade até 45 anos, devem tomar a vacina nonavalente, contra os subtipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58.



Sinais de alerta

Em geral, mulheres com lesões pré-cancerígenas ou com câncer de colo do útero em estágio inicial não apresentam sintomas. Alguns dos sinais abaixo costumam aparecer quando a doença atinge os tecidos próximos:


• Dor durante a relação sexual.


• Dor na região pélvica.


• Sangramento vaginal.


• Sangramento menstrual mais prolongado.


• Secreção vaginal incomum, com um pouco de sangue.


• Sangramento após a menopausa.


• Sangramento após a relação sexual.


Quando a doença está mais avançada, a mulher pode apresentar ainda pernas inchadas, problemas ao evacuar e sangue na urina.


Se aparecer qualquer um dos sintomas citados acima, é importante fazer uma consulta com o ginecologista para ter um diagnóstico preciso e, se for o caso, iniciar imediatamente o tratamento do câncer do colo do útero.



Principais tratamentos

A escolha do tratamento do câncer do colo do útero depende do estadiamento da doença, da idade e do estado de saúde geral da paciente. Os principais são:


1. Cirurgias - Há vários tipos de cirurgia, algumas para retirar a lesão tumoral e outras para remover o útero (histerectomia). Na maioria dos casos, a cirurgia pode ser feita por via vaginal ou por robótica ou laparoscopia.


2. Quimioterapia - Medicamentos por via oral ou diretamente na veia para eliminar ou inibir o crescimento das células tumorais. A quimioterapia pode ser administrada junto com a radioterapia para potencializar a ação do tratamento. Além disso, também é recomendada nos casos de recidiva da doença ou de disseminação do câncer.


3. Radioterapia - Trata-se do uso de radiações ionizantes para matar ou inibir o crescimento das células tumorais. Esta radiação pode vir de um aparelho (fonte externa) ou uma fonte interna (braquiterapia). Neste último caso a radioterapia é feita via vaginal, diretamente no colo do útero da paciente.



Cirurgias para combater o câncer de colo do útero

Existem vários tipos de cirurgia para tratar o câncer de colo do útero. É importante ter uma conversa transparente com seu ginecologista para juntos definirem qual é a melhor opção de procedimento. As principais são:


• Conização. Uma amostra de tecido em forma de cone é removida do colo do útero. Isso pode ser feito utilizando um bisturi (biópsia em cone) ou um fio aquecido pela eletricidade (CAF - Cirurgia de Alta Frequência). Além de diagnosticar o pré-câncer e o câncer, a conização também é capaz de remover lesões pré-cancerígenas e alguns cânceres em estágio inicial.

 

• Histerectomia simples. Esse procedimento consiste na remoção do útero, preservando a vagina, os ovários e os linfonodos pélvicos. A cirurgia pode ser feita por meio da vagina, da incisão no abdomen ou da técnica de laparoscopia. 


• Histerectomia radical. É a retirada do útero, dos ligamentos do órgão, do colo do útero e do tecido da vagina em torno da região. Quando necessário, ainda são retirados os ovários.


Importante: além da infertilidade, são raras as complicações provocadas pela histerectomia, mas algumas mulheres podem apresentar hemorragia, infecção na cicatriz e problemas intestinais.



Histerectomia X sexo

A histerectomia não prejudica o prazer sexual feminino. A área em torno do clitóris e do revestimento da vagina permanecem tão sensíveis como antes da cirurgia. Outros fatores associados, como a radioterapia ou o estadiamento da doença, entretanto, podem causar disfunção sexual, como dor, estreitamento da vagina e queda da lubrificação na região.



Cuide das emoções

Receber o diagnóstico de câncer do colo do útero é algo impactante que pode afetar também a saúde emocional das mulheres. Por isso, na fase de tratamento, é preciso cuidar das próprias emoções:


1. Faça terapia - Ter um profissional para ouvi-la, para fazer você refletir e para acolher sua dor é muito importante para o sucesso do tratamento.


2. Fique perto de quem ama você - Amigos e familiares podem ajudar muito nessa fase, melhorando a sensação de estar sendo cuidada, sua auto-estima e sua segurança.


3. Corra atrás do tempo - Esse é um bom momento, se possível, para resgatar prazeres que você abandonou nos últimos anos. Exemplo: escrever, tirar fotos, viajar para uma praia bem tranquila, conhecer um restaurante novo, andar de bicicleta, fazer massagem, ler aquele livro que comprou há alguns anos e ficou esquecido na estante, reunir as melhores amigas para dar risada.


4. Faça planos para o futuro - Isso é essencial para provar para os outros e para você mesma que vai vencer a doença e realizar ainda muitas coisas que deseja.


5. Mexa-se - Descubra o tipo de exercício mais indicado para fazer no estágio da doença em que você se encontra. Não faça nada que exija demais do seu corpo e deixe você exausta. Podem ser atividades simples, como caminhada, aula de ioga, alongamentos, pedaladas na bicicleta ergométrica e assim por diante.


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Diagnóstico precoce X Câncer de colo do útero


O câncer do colo do útero, também conhecido como cervical, é provocado pela infecção persistente de determinados tipos de HPV (Papiloma Vírus). Atualmente, no Brasil, sem contar o câncer de pele não melanoma, ele é o terceiro tumor maligno mais frequente entre as mulheres. Fica atrás apenas do câncer de mama e do colorretal. Para 2023, foram estimados 17.010 casos novos de colo de câncer de colo do útero, o que representa um risco de 13,25 casos a cada 100 mil mulheres.


Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a infecção genital provocada pelo Papiloma Vírus é bastante comum mas, na maioria dos casos, não causa o câncer de colo do útero. Algumas mulheres, entretanto, sofrem alterações celulares que podem evoluir para o câncer de colo do útero.


Há mais de 100 subtipos de HPV. Cada um tem seu número de identificação. Os HPV são divididos em dois grupos de acordo com o potencial oncogênico. Os tipos 6, 11, 40, 42, 43, 54, 61, 70, 72, 81 e CP6 108 desenvolvem as verrugas vulvares e as células atípicas, mas são de baixo risco. Já os tipos 16,18, 31, 33, 35, 39, 45, 51, 52, 56, 58, 59, 68 e 73 são de alto risco. Contrair os subtipos 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo uterino, aumenta o risco em desenvolver a doença. 


A boa notícia é que as alterações celulares causadas pela infecção pelo HPV podem ser detectadas no Papanicolau. A realização anual do exame preventivo é muito importante para, se for o caso, ter acesso ao diagnóstico precoce. A descoberta da doença no estágio inicial aumenta as chances de sucesso do tratamento e diminui os riscos de mortalidade. Veja a seguir mais detalhes sobre o câncer de colo do útero.


COMO PREVENIR O CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

• Mulheres entre 25 e 64 anos devem fazer o exame preventivo do câncer do colo do útero uma vez por ano. Esse exame, mais conhecido como Papanicolau, revela as alterações das células do colo do útero.


• Caso o Papanicolau detecte alguma alteração celular, recomenda-se realizar a colposcopia, que consegue avaliar a extensão do problema no colo do útero. 


• É importante usar camisinha durante as relações sexuais para evitar a contaminação pelo HPV, a principal causa do câncer do colo do útero, e por outras ISTs.


• As meninas entre 9 e 14 anos e os garotos entre 11 e 14 anos devem tomar a vacina contra o HPV. A campanha do SUS é focada na vacina quadrivalente contra os subtipos 6, 11, 16 e 18. 


• Por fim, as mulheres entre 9 e 45 anos e os homens entre 9 e 26 anos, considerando a possibilidade até 45 anos, devem tomar a vacina nonavalente, contra os subtipos 6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58.


Sinais de alerta

Em geral, mulheres com lesões pré-cancerígenas ou com câncer de colo do útero em estágio inicial não apresentam sintomas. Alguns dos sinais abaixo costumam aparecer quando a doença atinge os tecidos próximos:


• Dor durante a relação sexual.


• Dor na região pélvica.


• Sangramento vaginal.


• Sangramento menstrual mais prolongado.


• Secreção vaginal incomum, com um pouco de sangue.


• Sangramento após a menopausa.


• Sangramento após a relação sexual.


Quando a doença está mais avançada, a mulher pode apresentar ainda pernas inchadas, problemas ao evacuar e sangue na urina.


Se aparecer qualquer um dos sintomas citados acima, é importante fazer uma consulta com o ginecologista para ter um diagnóstico preciso e, se for o caso, iniciar imediatamente o tratamento do câncer do colo do útero.


Principais tratamentos

A escolha do tratamento do câncer do colo do útero depende do estadiamento da doença, da idade e do estado de saúde geral da paciente. Os principais são:


1. Cirurgias - Há vários tipos de cirurgia, algumas para retirar a lesão tumoral e outras para remover o útero (histerectomia). Na maioria dos casos, a cirurgia pode ser feita por via vaginal ou por robótica ou laparoscopia.


2. Quimioterapia - Medicamentos por via oral ou diretamente na veia para eliminar ou inibir o crescimento das células tumorais. A quimioterapia pode ser administrada junto com a radioterapia para potencializar a ação do tratamento. Além disso, também é recomendada nos casos de recidiva da doença ou de disseminação do câncer.


3. Radioterapia - Trata-se do uso de radiações ionizantes para matar ou inibir o crescimento das células tumorais. Esta radiação pode vir de um aparelho (fonte externa) ou uma fonte interna (braquiterapia). Neste último caso a radioterapia é feita via vaginal, diretamente no colo do útero da paciente.



Cirurgias para combater o câncer de colo do útero

Existem vários tipos de cirurgia para tratar o câncer de colo do útero. É importante ter uma conversa transparente com seu ginecologista para juntos definirem qual é a melhor opção de procedimento. As principais são:


• Conização. Uma amostra de tecido em forma de cone é removida do colo do útero. Isso pode ser feito utilizando um bisturi (biópsia em cone) ou um fio aquecido pela eletricidade (CAF - Cirurgia de Alta Frequência). Além de diagnosticar o pré-câncer e o câncer, a conização também é capaz de remover lesões pré-cancerígenas e alguns cânceres em estágio inicial.

 

• Histerectomia simples. Esse procedimento consiste na remoção do útero, preservando a vagina, os ovários e os linfonodos pélvicos. A cirurgia pode ser feita por meio da vagina, da incisão no abdomen ou da técnica de laparoscopia. 


• Histerectomia radical. É a retirada do útero, dos ligamentos do órgão, do colo do útero e do tecido da vagina em torno da região. Quando necessário, ainda são retirados os ovários.


Importante: além da infertilidade, são raras as complicações provocadas pela histerectomia, mas algumas mulheres podem apresentar hemorragia, infecção na cicatriz e problemas intestinais.



Histerectomia X sexo

A histerectomia não prejudica o prazer sexual feminino. A área em torno do clitóris e do revestimento da vagina permanecem tão sensíveis como antes da cirurgia. Outros fatores associados, como a radioterapia ou o estadiamento da doença, entretanto, podem causar disfunção sexual, como dor, estreitamento da vagina e queda da lubrificação na região.



Cuide das emoções

Receber o diagnóstico de câncer do colo do útero é algo impactante que pode afetar também a saúde emocional das mulheres. Por isso, na fase de tratamento, é preciso cuidar das próprias emoções:


1. Faça terapia - Ter um profissional para ouvi-la, para fazer você refletir e para acolher sua dor é muito importante para o sucesso do tratamento.


2. Fique perto de quem ama você - Amigos e familiares podem ajudar muito nessa fase, melhorando a sensação de estar sendo cuidada, sua auto-estima e sua segurança.


3. Corra atrás do tempo - Esse é um bom momento, se possível, para resgatar prazeres que você abandonou nos últimos anos. Exemplo: escrever, tirar fotos, viajar para uma praia bem tranquila, conhecer um restaurante novo, andar de bicicleta, fazer massagem, ler aquele livro que comprou há alguns anos e ficou esquecido na estante, reunir as melhores amigas para dar risada.


4. Faça planos para o futuro - Isso é essencial para provar para os outros e para você mesma que vai vencer a doença e realizar ainda muitas coisas que deseja.


5. Mexa-se - Descubra o tipo de exercício mais indicado para fazer no estágio da doença em que você se encontra. Não faça nada que exija demais do seu corpo e deixe você exausta. Podem ser atividades simples, como caminhada, aula de ioga, alongamentos, pedaladas na bicicleta ergométrica e assim por diante.


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